Estrutura de galpão, quatro meses
A ordem consumiu 18 por cento mais chapa do que a ficha técnica previa. A sobra estava indo para o pátio sem requisição de retorno, e a conferência final passou a incluir a pesagem do que volta.
Somos uma consultoria financeira. Atendemos serralherias, caldeirarias, fábricas de estruturas e montadoras que trabalham por encomenda, e prestamos cinco serviços: contabilidade gerencial por ordem de produção, orçamento por centro de custo e plano-realizado, apuração de custo e formação de preço, tesouraria com medição e calendário de pagamentos, e fechamento do mês com relatórios. Usamos o sistema que a fábrica já tem, mesmo quando é antigo.

Visitas ao galpão, planilhas e formulários de cada serviço ficam definidos antes de começar; nada entra na conta depois. A fábrica escolhe até onde vamos.
Plano de contas da fábrica, regra de abertura e numeração da ordem de produção ligada à proposta aprovada, e a rotina de apropriação: requisição de material com número da ordem, baixa no mesmo dia, retorno de sobra pesado e cartão de turno de quatro campos.
Corte, solda, pintura e montagem com orçamento anual próprio, revisão a cada trimestre e a comparação mensal entre o previsto e o apropriado, com a explicação escrita de cada diferença.
Custo fechado por ordem — material, horas por operação, sobra e refugo — e a base de preço para a próxima proposta, com a observação do que saiu diferente na encomenda anterior.
Cronograma de etapas amarrado à medição e à emissão, calendário de pagamentos e adiantamentos, regra de aprovação por alçada e projeção de fluxo de caixa revista toda semana.
Roteiro de fechamento com data para cada tarefa, encerramento das ordens concluídas, relatório mensal por centro de custo e reunião de leitura de uma hora com os sócios.
O material sai do estoque sem ordem anotada, a hora extra do sábado fica solta e a sobra volta para o galpão sem voltar para conta nenhuma. É onde começamos.
Enquanto a encomenda não tem número, tudo o que ela consome vira despesa da fábrica. Abrir a ordem custa dois minutos e resolve metade do problema.
Requisição com número da ordem, assinada por quem retira. Sem isso, o consumo só aparece no inventário, meses depois.
O apontamento entra na saída do turno, com ordem e operação. Hora extra de sábado sem ordem é a fuga mais comum.
Três contas separadas. Juntas em «perdas», elas escondem qual das três está crescendo e em qual ordem.
Etapa concluída, medição emitida, parcela cobrada. Quando a medição atrasa, o caixa da fábrica paga a diferença.
Ao fim, comparamos o previsto da ficha técnica com o apropriado de verdade, e a diferença vira observação para a proposta seguinte.
Abra cada bloco para ver o que é feito, quem participa do seu lado e o que fica na fábrica quando ele termina.
Três dias no galpão acompanhando uma encomenda em andamento, do almoxarifado à expedição.
Do seu lado: Encarregado de produção e almoxarife
Fica com você: Mapa do caminho do material e da hora, em uma folha.
Contas reescritas com o vocabulário da fábrica; corte, solda, pintura e montagem viram centros de custo.
Do seu lado: Escritório e sócio
Fica com você: Árvore de contas impressa e arquivo de importação.
Regra de quando a ordem nasce, quem abre e como ela se liga à proposta aprovada.
Do seu lado: Comercial e programação
Fica com você: Regulamento de duas páginas e talão numerado.
Requisição com número da ordem, conferência na saída e baixa no mesmo dia.
Do seu lado: Almoxarife e conferente
Fica com você: Formulário de requisição e treino de duas pessoas.
Cartão simples por turno, com ordem e operação, recolhido na saída.
Do seu lado: Encarregado e apontador
Fica com você: Modelo de cartão e a planilha que o consolida.
Cronograma de etapas amarrado às parcelas, com projeção de fluxo de caixa de dezesseis semanas.
Do seu lado: Financeiro e sócio
Fica com você: Calendário de medição e planilha de projeção.
Duas ordens encerradas com conferência entre previsto e apropriado, e o mês fechado na data combinada.
Do seu lado: Sócios, escritório e produção
Fica com você: Ficha de encerramento, relatório do mês e lista de pendências.
Cada degrau pressupõe o anterior. Ninguém precisa contratar tudo de uma vez, e a fábrica pode parar em qualquer um deles.
Ordens reais, publicadas sem nome de cliente e com o aval de cada fábrica.
A ordem consumiu 18 por cento mais chapa do que a ficha técnica previa. A sobra estava indo para o pátio sem requisição de retorno, e a conferência final passou a incluir a pesagem do que volta.
Hora de montagem fora do galpão não tinha ordem. Passou a ter, com cartão preenchido no local.
O retrabalho de solda aparecia junto com refugo. Separados, mostraram que o problema era de gabarito, não de material.
A medição da terceira etapa saiu 40 dias depois de pronta. O calendário de medição resolveu sem mudar nada na produção.
Frete de entrega parcelada entrava como despesa geral. Hoje entra na ordem, por viagem.
A proposta seguinte foi orçada com o apropriado da anterior, e não com a estimativa antiga da planilha.
Respostas curtas, sem promessa que dependa do que acontece no galpão.
Não. Na maioria das fábricas o sistema já tem ordem de produção e ninguém usa. Ativamos o que existe e, quando falta mesmo, uma planilha resolve até umas trinta ordens simultâneas.
Preenche quando o cartão tem quatro campos e é recolhido na saída do turno pelo encarregado. Cartão com quinze campos volta em branco.
Nenhuma. As visitas acompanham a produção em andamento; o treino é de trinta minutos por pessoa, feito em dois turnos.
Abrimos ordem para elas a partir de hoje e anotamos o consumido até aqui como saldo inicial estimado, com essa palavra escrita na ficha.
O escritório contábil cumpre a obrigação fiscal no calendário dela. O custo por ordem é controle interno e serve para orçar a encomenda seguinte.
Entregamos a ficha de custo por ordem e mostramos como ela se liga à formação de preço. A decisão sobre preço continua sendo do sócio.
Na visita de leitura acompanhamos uma ordem em andamento e dizemos, por escrito, onde o material e a hora estão se perdendo.
Pedir uma visitaDiga quantas ordens correm ao mesmo tempo, quanto dura a mais longa e como o material sai do almoxarifado.
