Estrutura de galpão, quatro meses
A ordem consumiu 18 por cento mais chapa do que a ficha técnica previa. A sobra estava indo para o pátio sem requisição de retorno, e a conferência final passou a incluir a pesagem do que volta.
A Alveris é uma consultoria financeira com escritório em Rio de Janeiro — RJ, especializada em indústrias de ciclo longo. Somos onze pessoas e atendemos fábricas de encomenda com 25 a 400 funcionários.
A Alveris atende indústrias de encomenda desde 2015. O primeiro trabalho longo foi em uma serralheria de estruturas para galpões, e a casa cresceu em cima desse tipo de cliente. Hoje somos onze pessoas, entre analistas de custo, quem vai ao chão de fábrica e a coordenação.
Atendemos serralherias, caldeirarias, fábricas de estruturas metálicas, montadoras e marcenarias industriais com 25 a 400 funcionários e encomendas que duram de dois a oito meses, em Rio de Janeiro e na região. Trabalhamos no sistema que a fábrica já usa: não vendemos software e não recebemos comissão de fornecedor.
O contrato define quantas visitas ao galpão, quais planilhas e formulários, o dia do mês de cada entrega e quem participa das reuniões. A ordem é fixa: primeiro três dias acompanhando uma encomenda de verdade do corte à expedição, depois a regra de apropriação, e só então orçamento e relatório.
O que não fazemos: contabilidade fiscal, folha de pagamento, obrigações acessórias, laudo de engenharia, projeto e consultoria tributária. Não movimentamos conta bancária, não aprovamos pagamento e não assumimos a gerência da fábrica.

Encomenda que atravessa quatro meses não se mede por competência mensal apenas.
Consumo descoberto no inventário chega tarde para qualquer decisão.
O que volta ao pátio precisa de requisição de retorno e de peso anotado.
Quatro campos por turno se recolhem; quinze campos viram papel em branco.
O material sai do estoque sem ordem anotada, a hora extra do sábado fica solta e a sobra volta para o galpão sem voltar para conta nenhuma. É onde começamos.
Enquanto a encomenda não tem número, tudo o que ela consome vira despesa da fábrica. Abrir a ordem custa dois minutos e resolve metade do problema.
Requisição com número da ordem, assinada por quem retira. Sem isso, o consumo só aparece no inventário, meses depois.
O apontamento entra na saída do turno, com ordem e operação. Hora extra de sábado sem ordem é a fuga mais comum.
Três contas separadas. Juntas em «perdas», elas escondem qual das três está crescendo e em qual ordem.
Etapa concluída, medição emitida, parcela cobrada. Quando a medição atrasa, o caixa da fábrica paga a diferença.
Ao fim, comparamos o previsto da ficha técnica com o apropriado de verdade, e a diferença vira observação para a proposta seguinte.
Ordens reais, publicadas sem nome de cliente e com o aval de cada fábrica.
A ordem consumiu 18 por cento mais chapa do que a ficha técnica previa. A sobra estava indo para o pátio sem requisição de retorno, e a conferência final passou a incluir a pesagem do que volta.
Hora de montagem fora do galpão não tinha ordem. Passou a ter, com cartão preenchido no local.
O retrabalho de solda aparecia junto com refugo. Separados, mostraram que o problema era de gabarito, não de material.
Na visita de leitura acompanhamos uma ordem em andamento e dizemos, por escrito, onde o material e a hora estão se perdendo.
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